Grupo Português de Tricologia



Na verdade não sendo o cabelo um órgão essencial ocupa na aparência pessoal um papel relevante.

Patologias ligadas ao cabelo ou ao pelo, habitualmente têm um marcado impacto psicossocial com diminuição da auto estima e confiança dos doentes.

E porque tais perturbações têm uma forte ligação com a imagem corporal, a procura é sucessiva no sentido de obter respostas que geralmente são pouco gratificantes.

O enorme dispêndio económico e afectivo com a utilização de inúmeras loções, champôs e tratamentos ditos “especializados”, orientados ou aconselhados por amigos, vizinhos e diversos”institutos”, entre outros, faz com que estes doentes devam ter uma abordagem empática e com sensibilidade própria e serem encorajados a falar abertamente sobre as suas preocupações.

Surge também a necessidade de estabelecer diagnósticos precisos, e em alguns casos efectuar testes mais especializados sejam, microscópicos, dinâmicos ou histológicos e tentar que o doente acompanhe todos os passos da investigação para que não tenha expectativas desajustadas, o que tornaria a abordagem médica um outro insucesso.

Neste sentido em 1995, começa no Hospital do Desterro a 1ª consulta no país dedicada à patologia do cabelo e em 1998, forma-se um grupo que tem como objectivo reunir os membros da Sociedade Portuguesa de Dermatologia que se interessam especificamente pelo estudo da fisiologia e fisiopatologia do cabelo, sob a designação de Grupo Português de Tricologia.

A Tricologia ou ciência que estuda a unidade pilosebacea é uma área vasta e em constante progressão, que não envolve apenas novas abordagens terapêuticas dirigidas contra a queda de cabelo, como ainda, novas abordagens no sentido de corrigir pilosidade em excesso ou não desejada, que passam entre outras pelo imparável aperfeiçoamento de novos lasers para epilação.

O grupo tem ao longo dos anos realizado sessões temáticas, quer isoladamente na pessoa dos seus sócios fundadores, quer incluídos nos programas das reuniões nacionais da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia.



Regulamento do Grupo Português de Tricologia (GPT)


TíTULO PRIMEIRO
Denominações e Finalidades

Art.º 1º - O Grupo Português de Tricologia (GPT) constitui-se ao abrigo do Art.º 25 dos Estatutos da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), assumindo-se no âmbito da mesma Sociedade como secção especializada.
Art.º 2º - O GPT tem autonomia científica, administrativa e financeira dentro da SPDV mas não tem personalidade jurídica.
Art.º 3º - Constituem objectivos fundamentais do GPT:
a) A realização de estudos epidemiológicos e clínicos das alterações do revestimento piloso na população portuguesa.
b) A incentivação de estudos de investigação básica e de terapêutica das diferentes entidades nosológicas.
c) O estabelecimento de protocolos de estudo e de terapêutica em particular na alopécia areata, androgenética e hirsutismo.
d) A divulgação da existência do GPT aos médicos de família e à população em geral. 
e) A divulgação aos dermatologistas, médicos de família e outros grupos profissionais interessados, de resultados de trabalhos portugueses e internacionais actualizados no âmbito da tricologia, através de publicações e reuniões científicas.
f) A divulgação de reuniões nacionais e internacionais sobre tricologia.
g) A cooperação com outras Sociedades afins, nacionais e internacionais.
h) O estabelecimento de colaboração com entidades públicas ou privadas interessadas, no sentido da concretização dos objectivos do Grupo.

TíTULO SEGUNDO
Dos Membros

Art.º 4º - Serão admitidos como membros do GPT:
a) Fundadores - Os elementos dermatologistas subscritores da formação do Grupo.
b) Efectivos - Os sócios da SPDV que o desejarem mediante proposta de 2 membros.
c) Agregados - Outros elementos, médicos ou não, que directa ou indirectamente estejam ligados à tricologia. Os membros agregados deverão ser sócios agregados da SPDV.
As propostas de admissão deverão ser submetidas à Direcção do GPT numa das reuniões previstas na alínea c) do Art.º 13 destes estatutos, sendo que o ingresso dos elementos referidos em c) do Art.º 14 implique a aprovação conjunta da Direcção da SPDV.
Art.º 5º - São direitos dos membros:
a) Participar e fazer comunicações científicas nas reuniões do GPT.
b) Participar na discussão de todos os assuntos tratados nas reuniões do Grupo.
c) Eleger e ser eleitos para os Corpos Gerentes.
Art.º 6º - São deveres dos membros:
a) Contribuir activamente para a realização dos objectivos estatutários.
b) Exercer com zelo e diligência as funções específicas para que tenham sido eleitos ou nomeados.
Art.º 7º - Perde-se o direito de ser membro do GPT por:
a) Pedido de demissão.
b) Decisão de 2/3 dos elementos do GPT,
por manifesto desinteresse nas actividades do Grupo ou por atitudes lesivas ou contrárias aos interesses do mesmo.

TíTULO TERCEIRO
Dos Corpos Gerentes e Eleições

Art.º 8º - De todos os membros que constituem o GPT, serão eleitos rotativamente 2 por biénio, com funções de:
a) Secretário Geral
b) Secretário Executivo
Art.º 9º - É da competência do Secretário Geral:
a) a coordenação e dinamização das actividades do Grupo,
b) a presidência das reuniões do Grupo,
c) a representação do mesmo perante a Direcção da SPDV ou outros Grupos ou entidades.
Art.º 10º - É da competência do Secretário Executivo:
a) a manutenção do arquivo,
b) assegurar a correspondência e convocar as reuniões,
c) movimentar eventuais receitas e despesas e contabilizá-las.

TíTULO QUARTO
Do Património e Meios de Acção

Art.º 11º - Constituem fontes de receitas eventuais do GPT, as provenientes de:
a) subsídios ou doações de qualquer entidade pública ou privada,
b) saldos de cursos ou outras actividades científicas promovidas pelo Grupo,
c) eventuais quotizações que venham a ser solicitadas aos membros.
Art.º 12º - O saldo disponível poderá ser convertido em ajudas de deslocações dos membros a reuniões formativas ou na aquisição livros ou de assinaturas de revistas, ou outros objectivos científicos.
a) Os critérios de atribuição e distribuição verbas deverão ser definidos em regulamento próprio.
Art.º 13º - As reuniões dos membros deverão ocorrer obrigatoriamente 1 vez por ano, presididas e em local a indigitar pelo Secretário Geral.
Ao mesmo compete elaborar a Ordem de Trabalhos e dá-Ia a conhecer previamente ao restantes membros.
Nestas reuniões serão:
a) eleitos os Corpos Gerentes,
b) definidas as actividades do Grupo,
c) admissão de novos membros e
d) dados a conhecer os relatórios de actividades e contas.

TíTULO QUINTO
Disposições Gerais e Transitórias

Art.º 14º - Os casos omissos nestes Estatutos deverão ser resolvidos pelos Corpos Gerentes do Grupo e, em casos pontuais, pelos da SPDV.
Art.º 15º - Em caso de dissolução do GPT todo o património reverte a favor da SPDV.




Partilhar: